Recursos foram concentrados na Região Nordeste do Brasil, com iniciativas alinhadas aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da ONU (Organização das Nações Unidas)
A Casa dos Ventos, empresa brasileira de energias renováveis, destinou cerca de R$ 7 milhões a projetos sociais e ambientais no ano de 2021. Os recursos concentraram-se na Região Nordeste do Brasil, onde estão localizados os projetos da empresa. As iniciativas a que se destinam estão alinhadas aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da Organização das Nações Unidas (ONU) e permeiam toda a estratégia e os processos da empresa.
Entre as diversas ações, destacam-se as de apoio no combate à Covid-19, campanhas de promoção à saúde e à educação, e preservação e manutenção da fauna e da flora. Segundo Lucas Araripe, diretor de Novos Negócios da Casa dos Ventos, “o investimento em ações sociais e ambientais no entorno de nossos parques eólicos é mais uma forma de gerar impacto positivo a essas comunidades, sempre considerando suas principais vocações e também suas lacunas”.
Ações de combate à Pandemia
A escolha desses projetos está atrelada às diferentes características e necessidades da população de cada localidade. Em abril deste ano, por exemplo, com o objetivo de contribuir para conter a transmissão do coronavírus, a Casa dos Ventos doou mais de 100 mil itens entre equipamentos de proteção individual e materiais de limpeza e higiene para os municípios potiguares onde o Complexo Eólico Rio do Vento, um dos maiores do mundo, está localizado: Riachuelo, Bento Fernandes, Caiçara do Rio do Vento e Ruy Barbosa.
Água e energia nas comunidades
Além de ações de combate à Covid-19, a empresa direcionou esforços de promoção à saúde e de infraestrutura básica, como a checagem de disponibilidade de água potável para as comunidades próximas às obras e o auxílio para viabilizar o acesso das famílias a esse insumo em regiões afetadas pela seca.
Mais de 50 famílias na região de Campo Formoso, na Bahia, foram beneficiadas com projetos que buscam oferecer segurança hídrica e melhoria nas condições de saúde e qualidade de vida. A Casa dos Ventos entregou a elas 56 unidades do sistema Aqualuz, uma tecnologia que trata água de cisternas utilizando a energia térmica do sol, criada por uma cientista baiana. Outras 36 famílias da localidade foram beneficiadas com unidades para captação e armazenamento de água de chuva.
Na Fazenda Escola Modelo, em Barra, também no estado da Bahia, uma usina experimental de energia solar fotovoltaica foi implementada para abastecer a unidade de ensino local.
Caatinga preservada
Entre os programas ambientais promovidos pela empresa, a Caatinga, vegetação nativa da região dos parques eólicos, recebeu atenção especial. A vegetação desse bioma é preservada pela Casa dos Ventos por meio do Programa de Resgate de Flora, em que mais de quatro mil plantas foram resgatadas e replantadas em locais estratégicos, incluindo as espécies tradicionais Mandacaru e Coroa de Frade. Em seu Viveiro de Mudas, a empresa cultiva cerca de 50 mil mudas de plantas em duas unidades, Rio do Vento (no Rio Grande do Norte) e Folha Larga Sul (na Bahia).
Os animais nativos da Caatinga também são preservados, com o Programa Resgate da Fauna, que identifica a presença de animais no parque ou em situação de perigo. Todos são devidamente resgatados e levados para o local mais adequado para cada espécie.
Agricultura familiar
Outra iniciativa de destaque para apoiar a população local foi firmada pela Casa dos Ventos recentemente, em outubro, junto à Secretaria de Estado do Desenvolvimento Rural e Agricultura Familiar do Rio Grande do Norte (Sedraf) e o Instituto de Assistência Técnica e Extensão Rural (Emater/RN). O Plantando o Futuro vai atuar no fortalecimento da agricultura familiar e da pecuária sustentável, viabilizando o acesso a equipamentos, materiais e mudas para mais de 120 famílias.
Fomentando solidariedade
No fim do ano passado, a Casa dos Ventos uniu forças com seus colaboradores e parceiros em uma ação de voluntariado intitulada “Natal Solidário”. A companhia e os colaboradores dos complexos eólicos Rio do Vento (RN) e de Babilônia Sul (BA) arrecadaram juntos cestas básicas e brinquedos, que foram distribuídos para 150 famílias das comunidades potiguares de Boqueirão, Purgatório, Xavier, Castro, Fontainhas, Pereiro, Serra da Melosa, Pião e Serrinha; e para 290 famílias dos municípios baianos Morro do Chapéu, Ourolândia e Várzea Nova. Além dos alimentos, as famílias baianas receberam também brinquedos, arrecadados pela Casa dos Ventos e por seus colaboradores.
Emprego e renda ao redor dos parques
A Casa dos Ventos prioriza, sempre que possível, a mão de obra local. Para as obras de implementação de Babilônia Sul, por exemplo, foi feita uma parceria com a unidade da região do Sistema Nacional de Emprego (SINE), o trabalho em conjunto democratizou as oportunidades mesmo para aqueles que possuem dificuldades em montar currículos, ou não têm familiaridade ou acesso a sites de recrutamento. Com a parceria, a companhia conseguiu atingir o índice de mais de 60% das obras sendo realizadas com trabalhadores locais, possibilitando a circulação de renda, movimentação da economia dos municípios e promoção da qualidade de vida dos vizinhos dos complexos eólicos.
Transformando realidades
De acordo com estudo divulgado em fevereiro deste ano pela Associação Brasileira de Energia Eólica - ABEEólica, cada R$ 1,00 investido em projetos eólicos tem impacto de R$ 2,90 no PIB. Para chegar a essa relação, os especialistas consideraram o valor investido entre 2011 e 2020 em novos parques e aplicaram uma metodologia que mede efeitos de investimentos em diferentes setores, chegando a um valor de impacto formado por investimentos nas fases Capex e Opex dos empreendimentos, valor da energia elétrica gerada pelos parques, efeitos associados aos fornecedores e os efeitos induzidos dos salários e lucros pagos pelas empresas do setor, que se transformam em consumo de itens de bens e serviços.
O estudo buscou quantificar os impactos diretos e indiretos que os investimentos em geração têm no PIB, na descarbonização do setor e, consequentemente, do País, e também na abertura e manutenção de empregos. “A combinação entre preservação ambiental e desenvolvimento social é fundamental para o fortalecimento da economia e da qualidade de vida da população nas localidades em que estamos inseridos. Em 2022, damos sequência a essa atuação de forma ainda mais conectada com nossa estratégia de negócio, que já trilha o caminho da sustentabilidade por essência”, finaliza Lucas Araripe, diretor de Novos Negócios da Casa dos Ventos, que é signatária da Rede Brasil do Pacto Global da ONU.



