Avançar rumo à meta de 100% de autoprodução de energia limpa até 2030 com previsibilidade e sem assumir os riscos de construção de novos ativos
A Vale tinha como estratégia atingir 100% de autoprodução de energia elétrica limpa no Brasil até 2030. À época do acordo, cerca de 60% de toda a energia consumida pela companhia no país já vinha de autoprodução, proveniente de fontes renováveis — a Vale era proprietária ou operava em parceria com dez usinas hidrelétricas, três pequenas centrais elétricas e um parque eólico no Ceará.
A mineradora buscava dar mais um passo nessa estratégia, com um modelo que oferecesse previsibilidade em um país de alta volatilidade de preços de energia — e, no futuro, a possibilidade de se tornar acionista de um novo ativo de geração, sem assumir os riscos de construção e operação do empreendimento.
PPA bilateral de 23 anos para o Complexo Eólico Folha Larga Sul, em Campo Formoso (BA), com R$ 750 milhões investidos pela Casa dos Ventos
A Casa dos Ventos, uma das pioneiras e maiores investidoras em projetos eólicos no Brasil, firmou com a Vale S.A. contrato de fornecimento de energia de longo prazo para o parque eólico Folha Larga Sul, em Campo Formoso, na Bahia. Com potência instalada de 151,2 MW, o projeto teve energia contratada por 23 anos — o maior prazo já assegurado por um parque eólico no país, à época. Todo o investimento na planta, de R$ 750 milhões, ficou sob responsabilidade da Casa dos Ventos.
O modelo de contratação, um PPA bilateral, permitiu que a Vale negociasse diretamente com a empresa geradora. O acordo previu ainda a possibilidade de a Vale configurar futuramente como sócia do projeto.
Hoje, cerca de 60% de toda a energia que consumimos no país é de autoprodução, vinda de fontes renováveis.
Diz Alexandre Pereira, diretor executivo de Suporte aos Negócios da Vale.
O projeto Folha Larga Sul conta com 36 turbinas de última geração da Vestas. As obras tiveram início em abril daquele ano e contaram com um dos primeiros financiamentos contratados no Banco do Nordeste (BNB) para o mercado livre.
Folha Larga Sul é primeiro projeto da companhia com financiamento do BNB, demonstrando o forte apoio do banco para o setor e a evolução das condições de apoio a nova realidade de comercialização.
Afirma Ivan Hong, diretor financeiro da Casa dos Ventos.
23 anos, 151,2 MW e R$ 750 milhões investidos pela Casa dos Ventos
- 151,2 MW de potência instalada no parque eólico Folha Larga Sul;
- 23 anos de energia contratada — o maior prazo já assegurado por um parque eólico no Brasil, à época;
- Avanço direto na meta da Vale de 100% de autoprodução de energia limpa até 2030;
- Um dos primeiros financiamentos do setor contratados junto ao Banco do Nordeste para o mercado livre.
Desenvolvemos um modelo sob medida, no qual somos responsáveis pela construção e operação do empreendimento, tendo nosso parceiro a possibilidade de, no futuro, tornar-se acionista do ativo, gerando sua própria energia na modalidade de autoprodução.
Diz Lucas Araripe, diretor executivo da Casa dos Ventos.



