O cuidado de quem conhece cada semente

Além de atender às normas de licenciamento ambiental, nós desenvolvemos nossas próprias áreas de preservação e contamos com o apoio da comunidade na conservação dos biomas. Um caso emblemático é o da caatinga, o único considerado exclusivamente brasileiro – isso significa que grande parte do seu patrimônio biológico não pode ser encontrada em nenhum outro lugar do planeta. A caatinga é também o bioma em que se encontram inseridos nossos complexos eólicos Rio do Vento (RN) e Folha Larga Sul (BA).

Como parte de nosso compromisso de conservação, mitigação e recomposição, o viveiro de mudas de Rio do Vento começou a ser construído no ano passado e, aos poucos, o projeto transformou a vida da população local, nos municípios de Caiçara do Rio do Vento, Riachuelo, Ruy Barbosa, Bento Fernandes e Ceará Mirim. Donas de casa que buscavam uma fonte de renda extra encontraram ali uma oportunidade – e a Casa dos Ventos passou a contar com o apoio dessas mulheres que conhecem de perto a flora da região. As mudas produzidas no viveiro são de espécies típicas da caatinga, como aroeira, aroeira branca, ipê roxos ipê amarelo e barriguda.

Hoje, existem 15 mil plantas prontas para serem devolvidas ao meio ambiente, no entorno de Rio do Vento. Os aerogeradores e a vegetação nativa estão crescendo juntas para garantir energia renovável, respeito ao meio ambiente e impacto positivo na vida das comunidades.

Rio do Vento, que começará a operar no segundo semestre de 2021, contribuirá para evitar a emissão de 2 milhões de toneladas de CO₂ por ano. A capacidade de produção local é de 1.038 MW.

O tesouro do sertão

No complexo eólico Folha Larga Sul, instalado em Campo Formoso, na Bahia, nosso viveiro de mudas está contribuindo para a preservação de uma espécie nativa da flora nacional que é conhecida como “o tesouro do sertão”: o licuri.

 

Licuri

Patrimônio biocultural do Brasil, ele é alimento e fonte de renda para milhares de brasileiros. O óleo e a farinha de licuri podem ser utilizados para a produção de alimentos e também de sabonetes e cosméticos. A palha é transformada em bolsas, chapéus e acessórios pelos mãos hábeis dos artesãos da região.

O projeto tem capacidade de produção total de 36.600 mudas por ano e emprega mão de obra local no cultivo dessa planta-símbolo da cultura sertaneja. Cerca de 70% das mudas produzidas em Folha Larga Sul são de licuri – mas também há cultivo de braúna, angico, aroeira e umbuzeiro.

Além de cultivar as mudas para recomposição e adensamento da flora, a Casa dos Ventos também desenvolve projetos em parceria com associações de produtores locais para a realização de feiras e exposições dedicadas ao licuri e seus subprodutos.

Folha Larga Sul iniciou suas operações em abril de 2019, e tem capacidade de 151,2 MW, com 36 aerogeradores. Estima-se que o parque eólico evita a emissão de 300 mil toneladas de CO₂ por ano.

Transformar a força dos ventos em energia é resultado da união de muitos esforços. Entenda como fazemos isso:

Durante a fase de implantação de um parque eólico, analisamos cuidadosamente as alterações socioambientais e possíveis ocorrências, estabelecendo as principais ações para prevenir, compensar ou mitigar seus efeitos. Veja nossas ações de base para o cuidado com o meio ambiente.