Acompanhe uma série de entrevistas com profissionais da Casa dos Ventos com informações e dúvidas sobre a implantação do nosso mais novo empreendimento no Nordeste.


Nosso mais novo complexo eólico, Ventos de Tianguá, está prestes a entrar em operação. De olho em sua chegada, preparamos uma entrevista com Roney Nihomatsu, nosso Gerente de Implantação deste empreendimento, para tirar dúvidas sobre o processo de instalação de um parque eólico e como se dá o recrutamento de mão de obra para o projeto.

Roney atua na Casa dos Ventos há mais de um ano e tem trabalhado na gestão de todas as empresas contratadas pela Companhia no processo de implantação de Ventos de Tianguá.

 

 

A chegada de um parque eólico também representa a oportunidade de postos de trabalho para os moradores da comunidade local. Como é feita a contratação desses empregados?

Roney Nihomatsu - Cada empresa envolvida no complexo é responsável por suas contratações. A Casa dos Ventos utilizou e sugeriu às empresas a utilização dos recursos do SINE - Sistema Nacional de Emprego da cidade de Tianguá e sugeriu ainda a contratação nas comunidades que cercam o empreendimento, visto que a obra está localizada há 30 km de Tianguá. O critério de contratação baseia-se em capacitação e também em redução de custos em viagens e estadias. Na média de todas as empresas, a contratação de mão de obra local ficou em torno de 60%.

 

No caso de Tianguá, que está sendo instalado em uma propriedade detida pela Casa dos Ventos, como foi o recrutamento de empregados?

RN - No pico de obra chegamos a aproximadamente 800 empregos diretos. Hoje, ainda temos aproximadamente 50 colaboradores no local. Depois de finalizadas as obras, aproximadamente 20 pessoas permanecerão no parque para garatir sua operação e manutenção.

 

Quando um empreendimento é concluído, parte da mão-de-obra pode ser reaproveitada?

RN - Sim, mas isso não é tão comum. A maior parte (85%) representa uma mão de obra mais operacional, como auxiliares de serviços gerais e serventes. O restante, majoritariamente, da área administrativa e, em menor número, da área técnica.

 

 

Qual é a parte mais complicada na instalação de um parque eólico e a etapa que mais toma tempo?

RN - Como tratamos de atividades multidisciplinares, cada empresa e seu respectivo escopo possui desafios diferenciados:

Na área civil, que cuida das estradas e acessos para os grandes equipamentos, a logística e o planejamento são temas complexos. O regime de trabalho é intenso e as condições climáticas desfavoráveis. É onde temos o maior contingente de trabalhadores, com pico de até 500 funcionários.

Na área eletromecânica, responsável pela rede de média tensão, subestações, linha de transmissão e bay de conexão, as atividades exigem uma mão de obra mais qualificad. Já na parte de transporte, montagem e instalação de aerogeradores, a complexidade está na logística de fabricação e transporte, a movimentações de cargas horizontais e verticais complexas e a busca por mão de obra qualificada.

O risco de acidentes é inerente a todas as atividades na construção de parques eólicos e esse é, sem dúvida, o maior desafio para todos os envolvidos. A Casa dos Ventos finalizou mais um empreendimento sem nenhum acidente considerado de média ou alta gravidade.

 

Agora que estamos perto da entrada do Complexo em operação, em que porcentagem está a obra? Em quanto tempo o parque foi construído efetivamente?

RN - O parque foi construído em 10 meses. As obras estão finalizadas, faltam apenas alguns processos de comissionamento. Estamos aguardando a energização do bay de conexão, de responsabilidade da concessionária local.

 

Os funcionários empregados na construção do complexo transmitem qual sentimento agora que é possível ver tudo pronto para a operação?

RN - O sentimento comum da maioria é de orgulho de ter feito parte, de ter contribuído para um empreendimento representativo como este. É muito comum escutar relatos do orgulho, não somente dos funcionários, mas de seus familiares.



E você, trabalhando localmente, qual é a sua expectativa ou sentimento?

RN - Tendo sido a obra, como um todo, um grande desafio em termos de prazo e complexidade, não há como não ter um sentimento de satisfação profissional e, por consequência, pessoal por ter feito parte da equipe e do sucesso de mais um empreendimento da Casa dos Ventos.