Parques do complexo Ventos de Santa Brígida, em Caetés, receberam investimentos de R$ 2,1 bilhões

 

Fonte: http://www4.folhape.com.br/economia/2015/9/complexo-eolico-inaugurado-em-pernambuco-produzira-181-mw-0346.html

CAETÉS (PE) - Até o fim desta semana, o Sistema Interligado Nacional (SIN) ganha mais 181,9 Megawatts (MW) a partir da geração eólica, o equivalente para abastecer 350 mil casas brasileiras. Formado por sete parques eólicos e 107 aerogeradores, o complexo Ventos de Santa Brígida, inaugurado nesta terça-feira (29), cumpre a primeira etapa do projeto da Casa dos Ventos no Estado. Até abril de 2017, mais dois empreendimentos movidos pela força dos ventos devem ser lançados. Quando isso acontecer, mais 358,1 MW serão adicionados à matriz energética do País.

De acordo com o diretor de novos negócios da Casa dos Ventos, Lucas Araripe, as primeiras turbinas do Santa Brígida estão operando na fase teste de forma progressiva e devem entrar em operação comercial nos próximos 60 dias. O empreendimento recebeu investimento na ordem de R$ 864 milhões e foi responsável por gerar, no pico, mil empregos diretos e dois mil indiretos. 
Apesar de os postos de trabalho caírem para 50 na planta de Santa Brígida, em função do começo da operação, a tendência é de que os números se mantenham com a construção dos parques Ventos de São Clemente e Ventos de São Estevão. Juntos, os três empreendimentos representam um aporte de 2,1 bilhões em Pernambuco, para os próximos dois anos.

Os números são vultosos e não devem sentir o impacto com a acentuação da crise econômica no País, que vem segurando os investimentos de boa parte do empresariado. Segundo o presidente do grupo, Mário Araripe, a melhor forma de vencer a recessão é aumentar a produtividade do negócio. O setor de fontes renováveis, inclusive, é apontado pelos especialistas como uma interessante área para se investir face à crise hidrológica que assola o País.

A presidente executiva da Associação Brasileira de Energia Eólica (ABEeólica), Élbia Gannoum, reforçou essa tese. “O Brasil é o segundo País mais atrativo para investir em fontes renováveis, estamos batendo recordes. Para se ter ideia, quase 32% da geração eólica do País está na região Nordeste”, disse, ressaltando que, além da geração elétrica, a geração limpa tem a função de levar desenvolvimento para a região.

Sobre os empreendimentos, o presidente da Companhia Hidro Elétrica do São Francisco (Chesf), José Carlos de Miranda, disse que se trata de um marco para a região Nordeste e que a empresa tem que disponibilizar os centros de distribuição, para escoar a produção.

Para implantação do complexo eólico Ventos de Santa Brígida foram arrendados de produtores rurais cerca de 3,5 mil hectares de terra, entre os municípios de Caetés, Pedra e Paranatama. Com esse processo, mais de R$ 2 milhões serão pagos anualmente aos moradores locais. Fora esse valor, a Casa dos Ventos destinou R$ 4 milhões para investir em projetos sociais na região.