A Casa dos Ventos inaugura nesta semana a operação comercial do Complexo de Tianguá, no Ceará, com 130 megawatts (MW) de potência instalada, reforçando a estratégia de se posicionar também como geradora, não mais só como desenvolvedora de projetos.

Desde setembro do ano passado, a empresa inaugurou cerca de 738 MW em projetos de energia eólica. Dois deles, com quase 400 MW, foram vendidos para a Cubico Sustainable Investments.

Com isso, a companhia tem hoje 346 MW em operação, e continua com a construção de outro complexo com 358 MW de potência, com previsão de entrada em operação no primeiro trimestre de 2017, com antecipação significativa ante os prazos regulatórios.

Segundo Lucas Araripe, diretor de Projetos e Novos Negócios da Casa dos Ventos, o objetivo da companhia hoje é também se posicionar como uma grande geradora de energia eólica. "Sempre fomos percebidos no setor como um desenvolvedor de qualidade, por originarmos bons projetos. Mas acho que esse marco é interessante, porque mostra que em um ano conse

Além dos projetos em construção, a Casa dos Ventos tem ainda aproximadamente 15 mil MW de projetos em desenvolvimento, que podem ser vendidos ou cadastrados em leilões pela própria companhia.

"Temos o sonho de reter os parques", diz. Araripe explica, no entanto, que, diante de um portfólio de projetos em desenvolvimento muito grande, pode haver movimentos "pontuais" de venda, o que permitiria a empresa se capitalizar para investir em novos projetos.

"São dois negócios. Um, de desenvolvimento, fornecemos os projetos aos principais 'players'. E existe também a Casa dos Ventos geradora", disse Araripe.

A companhia deve participar do leilão de energia de reserva (LER) marcado para 16 de dezembro, mas como desenvolvedora de projetos, por meio de parceiras. "É um evento que gera venda de projetos e liquidez", disse Araripe. No entanto, a Casa dos Ventos ainda não decidiu se vai participar da disputa como geradora investidora de projetos.

"Se formos participar como investidor, será algo mais marginal, em expansão. Não seria num grande projeto", disse Araripe.

Segundo o executivo, a companhia está focada na execução dos projetos já contratados, além de estar analisando o cenário energético, como por exemplo as condições de financiamento do BNDES. "A ideia é reduzir um pouco o ritmo de expansão e talvez vender algo que já tenhamos conhecimento, como expansão de projeto já em construção", disse.

 

Fonte: Valor Econômico